segunda-feira, 14 de março de 2011

What is love?

Era meu ultimo gole daquela bebida, eu estava observando sua garrafa em minhas mãos perdido em meus pensamentos coloquei em minha boca e ingerir o liquido que havia ali, senti minha garganta arder e meu corpo esquentar-se ainda mais. Eu estava a observar a noite, contemplar as estrelas e simplesmente fazer parte daquela calmaria. Deixei minha garrafa na calçada onde eu estive sentado e me levantei sem demonstrar o efeito da bebida que havia ingerido, e fui caminhando por aquela rua deserta, me encolhi ao senti o vento tocar minha face enquanto caminhava ate o café da cidade, que não era nada longe, tirei meu maço de cigarros e joguei no caminho, simplesmente o deixei ali, odeio me prender ou me sentir dependente de algo. Cuidadosamente abri a porta do café de cabeça baixa, entrei e me sentei na ultima cadeira, era ali meu refugio onde eu poderia simplesmente tomar um café, escreves meu texto ou poemas e simplesmente me esquecer de tudo que acontecia do lado de fora daquela porta, eu ficava olhando pelo vidro encolhido, meu café chegou, segurei a xícara com cuidado e me deliciei daquele meu vicio quando notei um bilhete em minha mesa, hesitei um pouco mais logo o peguei e li lá estava escrito assim ‘’ Como seria a mulher ideal para você? ‘’ Enquanto tomava com calma meu café, fique me fazendo essa pergunta. Varias respostas vieram a minha cabeça, me perdi neste pensamento enquanto uma moça sentou-se na minha frente, sorri de canto amigavelmente, ela me perguntou o motivo deu estar perdido em meus pensamentos, lhe entreguei o bilhete, ela me olhou pensativa e sorriu de forma descontraída e disse: Eu consigo imaginar o homem ideal pra mim, eu lhe perguntei como ele seria. Ela se encolheu ao sentir o vento frio tocar seu corpo alias, estava frio o lugar, eu lhe dei minha jaqueta e ela disse um pouco tímida depois de se ajeitar na jaqueta: ‘’Obrigada. O meu homem ideal, não tem um porte físico atlético nem e uma cor o meu homem ideal teria que gostar de poesia ou simplesmente não ter medo de dizer o que pensa o meu homem ideal não pensa em putaria e só fala de futebol, ele e simples gosta de um bom livro uma boa conversa talvez ate um bom café, ele me mandaria flores pra ver meu sorriso ao recebê-las, diria que me ama em horas inusitadas, não me levaria a casa dele ou a um motel no nosso segundo encontro, ele me levaria para andar sem destino e conversar sobre nada talvez, ele recitaria poesias ou simplesmente me acordaria cantarolando uma musica ou simplesmente seria ele.’’ Eu sorri com as palavras dela e logo ficou aquele silencio, mais logo foi quebrado, ela me perguntou como seria a mulher ideal pra mim... Eu lhe disse:’’ A mulher ideal pra mim? Ela teria que ser uma menina mulher, doce em suas atitudes e firme com sua palavra, frágil que eu possa sempre cuidar, mimar, uma mulher que me queira independente do que eu tenho e que esteja comigo nos momentos bons e ruins, que eu possa cantarolar para ela dormir ou simplesmente dedicar todas as minhas poesias, quero um amor à moda antiga, alguém com que eu possa trocar cartas. Quero ser um príncipe a mulher com quem eu estiver!’’
Ela estava sorrindo com o olha marejados de lagrimas, mais ela não parecia triste, confesso que de certa forma entendia o que aqueles belos olhos azuis transmitiam. Sentei-me ao seu lado e beijei suas bochechas é cantarolei em um sussurro tímido em seu ouvido:
Há tanto tempo que eu tento me explicar, eu não vejo você, mas eu sinto você chegar... Ela ficou vermelha , meus olhos brilharão , era ela a descrição da minha mulher perfeita. Pus-me de pé e lhe estendi a mão ela agarrou firme, paguei nossos cafés e saímos andando pela noite beiravam as 04h00min, ela me guiou ate uma arvore, subimos e ficamos ali apenas olhando o sol que começava a dar o ar da graça, ela sentou-se em meu colo encostou sua cabeça em meu peitoral e adormeceu ali mesmo em meus braços, fiquei ali velando seu sono enquanto fazia carrinho em seus cabelos, eu a admirava de um modo inexplicável, eu estava achando aquilo tudo muito complexo pra ser entendido naquela hora, apenas me pus a velar teu sono, confesso que ela ficava ainda mais linda dormindo, em meus braços é exatamente naquele momento me ocorreu um pensamento estranho eu a observava e pensava ‘’O que mais eu poderia querer?’’ Era estranho eu estar pensando daquela forma, eu me ajeitei no tronco da arvore com ela ao meu colo e fechei meus olhos, eu estava muito cansado, mas não dormir apenas fiquei lá sentindo o calor do corpo dela e sua respiração tocar minha pele, ela logo acordou e acariciou minha face eu sorri com um gesto tão doce da parte dela, selamos nossos lábios e ali iniciou-se uma historia a nossa historia!Eu sussurrei em seu ouvido: ‘’Não te amo como se fosse rosa de sal, topázio, ou flechas de cravos que atiram chamas. Amo-te como se amam certas coisas escuras, secretamente, entre a sombra e a alma. Eu te amo sem saber como, nem quando e nem onde. Amo-te simplesmente, sem complicações nem orgulho. Assim te amo porque não conheço outra maneira. Tão profundamente que a tua mão no meu peito é a minha. Tão profundamente que quando fecho os olhos, contigo eu sonho. É assim que te amo e nada mais me importa’’ Enquanto ela sorria e se aconchegava em meu corpo timidamente ela sussurrou em meu ouvido: ‘’o amor também é uma espécie de morte (a morte da solidão, a morte do ego trancado, indivisível, furiosa e egoisticamente incomunicável). O acontecer do amor e da morte desmascaram nossa patética fragilidade. ’’
Então estamos encarando, olho no olho e falamos em conjunto: Estamos desmascarando nossa patética fragilidade, e rimos. As horas foram passando sem nos ao menos notarmos essa passagem de tempo, parece que tudo estava parado ali é só nos estiamos. Eu adormeci ali mesmo quando me despertei com um beijo suave em minhas bochechas, já estava anoitecendo e a noite trazia um frio, um frio gostoso, tudo era gostoso ao lado dela, eu deci da arvore e a ajudei a cometer o mesmo ato, nos abraçamos e ela me guiou ate sua casa, a deixei ali na porta, dei-lhe um beijo em sua testa e ela me entregou um papel com o numero do seu telefone, eu sorri como uma criança que acabava de ganhar um doce... A partir daí o destino se encarregou da historia. Contos de fadas não existem, finais felizes também não, quando se e feliz e eterno, pois estará sempre guardado como uma recordação, lembranças boas, isso sim e eterno. Mas também não importa quanto vai durar - é infinito agora. Continuavam sem saber, fazia muitos anos, se a realidade era sempre mesmo meio mágica ou apenas levemente paranóica.


Uma história nunca fica suspensa: ela se consuma no que se interrompe, ela é cheia de pontos finais.

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