domingo, 1 de maio de 2016

Certos detalhes...

Não quero falar sobre o meu detalhe ou minha pequena salvação mais seria negar minha história.
Um homem velho no auge dos seus trinta anos com seu malboro entre os dedos aceso, cada tragada menos vida – quanto menos não sei mais a importância e que diminuía – um copo de café na outra mão. Tudo forte pra uma vida muito fraca. Não tinha nada, perdeu tudo, sem sorte no jogo ou no amor, dinheiro não era algo que lhe atraia, ele só acalmar e saber lidar com tudo aquilo que está ali dentro. Em sua cabeça se ouvia um blues de corta o coração. Não se trata de solidão ou falta dela se trata do que tem dentro.

Largou sua xícara na bancada, vestiu apenas uma blusa branca de mangas pretas –  o bem dentro do mal ou o mal dentro do bem – era assim que se sentia vazio como a xícara mais que antes já havia transbordado algo. Deixa suas chaves sobre a mesa e sai de casa, não levava nada consigo ele próprio já bastava. Nas ruas gélidas ele era o único sem casaco, sem frio, sem entender, passos calmos, não havia pressa assim como não havia caminho, não tinha em que pensar tudo que tinha perdeu e assistiu todas as perdas como quem vê um filme e não participa, já acostumou tanto a perder que ficar era algo que o assustava, acendeu mais um cigarro e suspirou. A vida e so um detalhe mais era não era. Ela podia ter escapado mais sempre aparece de volta.


Sempre acreditei que todas as histórias são iguais, tem o mesmo ciclo – nasce, estuda, casa, morre. E que independente do que eu fizesse não sairia desse ciclo, todos estão envoltos no mesmo ciclo e essa e a única certeza que temos até que aparece aquela coisa – pessoa, objeto, ensinamento, etc – São detalhes.
Detalhes e disse que se trata a vida e todos os seus ciclos. Você pode ter 90 anos e nunca ter encontrado esse detalhe ou você pode ter 15 e ter encontrado.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

It's a metaphor.

“Não sei quantas vidas vou ter, mas quero morrer de amor em todas elas!”
Ninguém vai te ensinar os caminhos, ninguém me ensinara os caminhos, ninguém me ensinou os caminhos. Há tanto tempo venho escondendo o que sinto que já nem sei o que sinto, fui enganado em minha própria mentira.
Poderia lhe contar o conto de fadas mais encantador da Disney, poderia recitar os mais belos poemas que conheço, não e mais a mesma coisa, são tão volúveis quanto a promessas de estarmos sempre juntos, e eu estou aqui.
Por que no final se reduz a nada?
Uma historia – todas -  não equivalem somente pela forma que terminou. O bonito da historia são os percursos, os caminhos e não somente seu final.
A vida adulta nos obriga a vestir armaduras para aguentar todos os fardos pesados, que para nada mais, servem se não para nos proteger de nós mesmos. Por que temos que perder os traços pueris, a inocência e a meninice? A gente segue apagando velinhas, mas doendo as mesmas dores desde a infância.
Não reduzirei a pó tudo que vivi – mesmo que o final não tenha acontecido da melhor forma pra nos dois- e todo percurso que fizemos? Crescemos juntos, lado a lado, compartilhamos nossas felicidades assim como nossas tristezas, antes de amantes fomos amigos, fizemos do outro um porto seguro. Nosso porto naufragou?
Desamarra a cara, perdoa minha voz alterada, meu olhar vazio, minha rispidez. Esquece a mágoa, aceita minha desculpa faz as pazes com meu coração. A vida é curta para a gente guardar rancor e alimentar desilusões.

Desejo-te uma fé enorme. Em qualquer coisa, não importa o quê. Desejo esperanças novinhas em folha, todos os dias. Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo. Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer-se do nosso. Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes. Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito. Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria. Tomara que apesar dos apesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz. As coisas vão dar certo. Vai ter amor, vai ter fé, vai ter paz – se não tiver, a gente inventa. Quero-te ver feliz, te quero ver sem melancolia nenhuma.

domingo, 16 de março de 2014

Broken hearts can always mend.

Tá legal, não to legal.
Sem fome, sem vontade, sem sono, mas com uma saudade/tristeza que daria um livro.
Escrevo teu nome em meus cigarros, pois assim como a fumaça que sai dele tu também desaparece, ele faz mal ao meu pulmão e você ao meu coração.  Vocês tem mais em comum do que imaginam eu e que não tenho mais haver com tudo isso.
Estou perdida, eu tinha teu rumo mudei o meu caminho para que ele encontrar o teu, mais me perdi, te pedir,  nos perdemos.
Viverei essa eterna dor dos escritores,  entre bebidas forte, cigarros e o resto que restará do coração, que não ira reconstruir. A dor e poesia para os que escrevem.
No final todas elas são iguais. Nao vai ter uma especial. De especial so a bebida, as fortes de preferencia !

sábado, 19 de maio de 2012

All of my love...


Estranhamente naquela noite invadistes meus sonhos, novamente, depois de tanto tempo. O que houve com toda aquela barreira criada? Toda aquela proteção que tínhamos com tudo isso. O que anda acontecendo?
Dormi bem, mais não pude dizer o mesmo quando acordei. Acordei com vontade de ti. Todos os tipos de vontade. Todas as melhores vontades. Como antes, consegue se lembrar? Ah, esse futuro foi tão incerto conosco que a memoria insiste em refazer nossas doces memorias, a procura de erros, acertos, tentando perceber a onde foi que eu errei, a onde erramos. 
Nesse sonho, não foi bem um sonho foi quase uma das nossas memorias. Chegastes a te mim com seu doce sorriso – ah aquele sorriso que me fazia pernoita, me perder em pensamentos, me arrancara suspiros e mexia com minha libido- eu lhe abraçava, sim aqueles abraços fortes deu te esmaga, deu sentir teu coração, alterar nossa respiração, nos leva pra outro mundo, o nosso mundo. Pois bem, continuando o sonho. Nossos olhares se cruzavam, por bastante tempo – podia ver tua alma, sabia que estava vendo a minha- e começávamos a conversa, conversas sem sentidos, besteiras, festas, você, eu, futuro, praia, relacionamento, desenho animado, musica, catch side. E talvez não fossemos um casal comum, mas já fomos um lindo casal. Nesse sonho eu ficava apenas lhe admirando, como sempre, tu falava pelos cotovelos, ok eu as vezes me perdia na conversa tu sempre dava um jeito deu me achar na conversa. Então íamos ver um filme, mal prestávamos atenção, você estava com medo, como sempre eu lhe protegia em meu abraço, enquanto lhe fazia carinho, você sussurrava as coisas que tínhamos que fazer na hora mais tensa do filme e riamos, sempre será impossível sentir medo ao teu lado. Começo a achar que entre nos existe uma certa proteção ou uma barreira invisível que vivemos no nosso próprio mundo. Trocávamos beijos e caricias quentes como todo casal, mais tinha algo mais nesses beijos, algo que nunca vou saber explicar, e como se eu me apaixona-se a cada beijo, sabe aquelas sensações de primeiro amor, pernas bambas, voz tremula, calafrios, e tudo mais, sempre me senti assim ao teu lado. E assim foi seguindo o sono.
Acordei com saudades, ando vivendo de saudades. 

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Toda saudade do mundo me faz companhia, todo amor do mundo anda transbordando em mim e continuo não sabendo demonstrar. Passou o verão as coisas estão mais solidas, continuas, tomando seus rumos, acabou o carnaval o ano já começou estamos no outono e tão pouca coisa mudou, tantas foram as que me mudaram. Dessa vida não se leva nada.
Ah muito barulho pra todo esse silencio em mim, ah muito movimento pra toda minha calmaria, a muitas lagrimas que ando guardando. Não deixarei de ser forte, mais estou ficando cansada estou lutando por uma causa que não se vê resultados, estou lutando contra o invisível, estou lutando contra mim mesma, interior x exterior, essa guerra esta durando tanto tempo.
Cabeça, corpo, mente sentimentos, tudo em mim esta cansado, ando me arrastando por ai esboçando um sorriso que não sei da onde vem, tirando uma força que nem imaginava que existia, ate quando vou aguentar ? Quando isso vai acabar?
Dói, porra! 

sábado, 7 de abril de 2012

Scared.

Essa pouca luz que bate em meu rosto enquanto finjo que adormeço. A quem estou tentando enganar?- Com uma respiração profunda, de olhos fechados e nada na mente-  Ando com medo, medo da vida, dos sonhos, da felicidade, de tudo que ah ao meu redor. Não esta sendo nada fácil, ah muitas decepções que ando carregando de bico calado, ando sentindo saudades anormais, ando querendo volta ao passado mais do que nunca e nunca mais crescer e perder quem eu tanto amo. Talvez eu não esteja lá tão pronta pra isso...

domingo, 15 de janeiro de 2012

Dom Quixote.

Eu me conhecia, eu sabia exatamente como eu era, sabia os meus defeitos, alertava a todos que se aproximavam, eu era do mundo, sempre fui.
Bebedeiras, libertinagem, eu sabia quem eu era, sabia o que estava fazendo, sempre me preocupei em não deixar ninguém sofrer, mais sempre que sofriam a mesma frase sempre era repetida “Tu não presta, tu e pegador” sempre ouvi isso, nunca me importei, alguns amigos ate achavam legais tudo isso, nunca me importei. De repente te aparece uma guria, que faz teu mundo girar, ela não e como as outras, ela te saca, sabe quem tu e, ela não se apaixona não se deixa levar, tem ideia própria, bah! Que guria, ela te vira do avesso, ela me virou do avesso. De repente uma guria chega a ti cantando Beatles, Esteban, Engenheiros.
Tenha certeza, ela ira virar teu mundo, te transformar, assim como me transformou. E um dia, ela vai te querer, tu não vai poder ir um dia tu vai deixar tudo pra traz por ela, e ela irar parti, um dia textos, canções, não farão mais sentidos. Ah canções que ainda me lembram a você.  Há um grito contido no teu travesseiro / E ele ecoa em bares do mundo inteiro...