segunda-feira, 20 de outubro de 2014

It's a metaphor.

“Não sei quantas vidas vou ter, mas quero morrer de amor em todas elas!”
Ninguém vai te ensinar os caminhos, ninguém me ensinara os caminhos, ninguém me ensinou os caminhos. Há tanto tempo venho escondendo o que sinto que já nem sei o que sinto, fui enganado em minha própria mentira.
Poderia lhe contar o conto de fadas mais encantador da Disney, poderia recitar os mais belos poemas que conheço, não e mais a mesma coisa, são tão volúveis quanto a promessas de estarmos sempre juntos, e eu estou aqui.
Por que no final se reduz a nada?
Uma historia – todas -  não equivalem somente pela forma que terminou. O bonito da historia são os percursos, os caminhos e não somente seu final.
A vida adulta nos obriga a vestir armaduras para aguentar todos os fardos pesados, que para nada mais, servem se não para nos proteger de nós mesmos. Por que temos que perder os traços pueris, a inocência e a meninice? A gente segue apagando velinhas, mas doendo as mesmas dores desde a infância.
Não reduzirei a pó tudo que vivi – mesmo que o final não tenha acontecido da melhor forma pra nos dois- e todo percurso que fizemos? Crescemos juntos, lado a lado, compartilhamos nossas felicidades assim como nossas tristezas, antes de amantes fomos amigos, fizemos do outro um porto seguro. Nosso porto naufragou?
Desamarra a cara, perdoa minha voz alterada, meu olhar vazio, minha rispidez. Esquece a mágoa, aceita minha desculpa faz as pazes com meu coração. A vida é curta para a gente guardar rancor e alimentar desilusões.

Desejo-te uma fé enorme. Em qualquer coisa, não importa o quê. Desejo esperanças novinhas em folha, todos os dias. Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo. Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer-se do nosso. Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes. Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito. Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria. Tomara que apesar dos apesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz. As coisas vão dar certo. Vai ter amor, vai ter fé, vai ter paz – se não tiver, a gente inventa. Quero-te ver feliz, te quero ver sem melancolia nenhuma.